Esse é o diário de uma storyteller. Um lugar onde eu mostro o que ninguém vê… antes de virar história.
São 6h da manhã e o Apollo ainda dorme. Eu estou na cozinha, com uma caneca de café que já esfriou, olhando pra tela em branco. De novo. E é exatamente nesse momento o silêncio, o café frio, a casa ainda quieta que eu percebo que storytelling não é o que eu faço. É o que eu sou.
Porque eu não comecei a escrever sobre storytelling depois de ler um livro sobre isso. Eu comecei porque precisava entender por que algumas histórias grudam na gente e outras passam batido. E a resposta, eu descobri, não estava em nenhum manual. Estava na minha própria vida: na casa, no Apollo, na rotina, nos pensamentos que ninguém vê.
Este post é o começo de tudo. Se você acabou de chegar, respira. Vou te mostrar o que é storytelling de verdade não a definição de dicionário, mas a que eu vivo todos os dias.

O que é storytelling, afinal?
Se eu fosse responder do jeito tradicional, eu diria que storytelling é a arte de contar histórias para transmitir uma mensagem. E isso está certo, mas não me serve. Porque essa definição parece uma aula, e eu não ensino do jeito tradicional. Eu mostro.
Então deixa eu te mostrar com uma cena.
Ontem à noite, o Apollo estava no chão da sala, empilhando blocos. Ele empilhou seis, sete, oito. E quando chegou no nono, a torre caiu. Ele não chorou. Ele olhou pra mim, olhou pra torre, e começou de novo. Do zero.
Naquele momento, eu pensei: é isso. Storytelling não é a torre pronta. É o processo de empilhar, ver cair, e começar de novo. É a mão tremendo quando você vai colocar o último bloco. É o silêncio antes da queda. É o recomeço.
Storytelling é a vida acontecendo e a gente escolhendo o que mostrar dela.
Por que storytelling importa para o seu conteúdo?
Aqui vai uma verdade que ninguém te conta: as pessoas não lembram de informação. Elas lembram de como se sentiram.
Você pode ter o melhor produto, a melhor dica, a informação mais útil do mundo. Se ela vier como um manual, ela entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas se ela vier como uma história com cena, com gente, com sentimento ela fica.
Isso importa porque, no fundo, todo mundo que cria conteúdo quer a mesma coisa: conexão. Quer que alguém pare de rolar a tela, leia até o fim, e volte amanhã. E a única coisa que faz isso acontecer é história.
No meu caso, eu poderia te dar uma lista de técnicas de storytelling. Mas eu prefiro te mostrar como eu reconheço uma boa história na minha própria rotina porque é assim que você vai aprender a reconhecer na sua.

Como eu reconheço storytelling no meu dia a dia?
Essa é a parte que eu mais amo. Porque a resposta é: em todo lugar. Só que a gente não enxerga porque está acostumado a procurar história em lugar de história em filme, em livro, em palco.
Mas a história está na cozinha, no mercado, na fila do banco. Está no Apollo recomeçando a torre. Está no café que esfriou enquanto eu pensava. Está no pensamento que ninguém vê.
Deixa eu te dar um exemplo concreto, porque é assim que eu trabalho.
Essa manhã, na cozinha, eu estava pensando em como explicar storytelling para quem está chegando agora. E eu percebi que a minha própria manhã era uma história: o silêncio, o café frio, a tela em branco, o medo de não ter nada a dizer. Essa é uma história de vulnerabilidade e ela é mais verdadeira do que qualquer definição que eu pudesse escrever.
Então é isso que eu quero que você leve daqui: storytelling não é sobre ter uma vida interessante. É sobre enxergar o que já está na sua vida.
Como você pode usar storytelling no seu nicho?
Agora vem a parte prática. Porque eu não quero que você saia daqui só com uma definição bonita. Eu quero que você saia com um jeito de usar isso.
O segredo é simples: toda história tem uma estrutura, e você pode copiar essa estrutura para o seu conteúdo. Não importa se você é médico, advogado, dona de loja ou criador de conteúdo. A estrutura é a mesma.
Deixa eu te mostrar como eu faço, e você adapta para o seu caso.
Quando eu vou contar uma história, eu penso em três coisas: a cena, o que ela me ensinou, e como o leitor pode reconhecer isso na vida dele.
A cena é o momento real a cozinha, o Apollo, o mercado. É o que prende a atenção, porque é concreto, é vivo, é verdadeiro.
O ensinamento é o que aquela cena me revelou sobre a narrativa. É onde a história sai do “eu” e vira algo que serve para o outro.
E o reconhecimento é o convite: “isso que você acabou de ver na minha vida, você também tem na sua. Só que você não estava olhando.”
É assim que eu transformo uma manhã qualquer na cozinha em um post sobre storytelling. E é assim que você pode transformar o seu dia a dia em conteúdo que conecta.
Por que eu criei um blog sobre storytelling?
Essa pergunta eu já me fiz muitas vezes. E a resposta mudou com o tempo.
No começo, eu achava que era porque eu gostava de escrever. Depois, porque eu queria ajudar as pessoas a se comunicarem melhor. E tem um pouco disso. Mas a verdade mais funda é outra.
Eu criei este blog porque eu acredito que todo mundo tem uma história e que a maioria das pessoas não sabe que tem. Elas acham que história é coisa de escritor, de influencer, de gente que “tem o que contar”. E eu quero mostrar que não é.
A minha matéria-prima é a casa, o Apollo, a rotina, os pensamentos que ninguém vê. E se eu consigo fazer isso virar história, você também consegue com a sua vida.
Este blog é o meu diário aberto. Um lugar onde eu mostro o que ninguém vê antes de virar história e onde eu te ensino a fazer o mesmo.
Perguntas que eu já recebi sobre isso
“Eu não tenho nada interessante para contar. Como eu vou usar storytelling?”
Essa é a pergunta que eu mais ouço. E a resposta é: você tem sim. Você só está procurando no lugar errado. Você não precisa de uma história épica. Você precisa de uma cena verdadeira o café da manhã, a fila do banco, o pensamento que te acordou às 3h da manhã. É aí que a história mora.
“Storytelling serve para vender ou para educar?”
Serve para os dois. Mas o segredo é não fazer nenhum dos dois de cara. Primeiro você conecta, depois você entrega. A história abre a porta; o valor entra depois.
“Preciso escrever como você para usar storytelling?”
Não. Você precisa escrever como você. O storytelling não é sobre imitar uma voz é sobre encontrar a sua. Eu te mostro o meu jeito, você adapta para o seu nicho e para a sua personalidade. É por isso que cada post aqui nasce de uma narrativa que você pode copiar e adaptar.
Antes de você ir
Se você chegou até aqui, você já entendeu a ideia central: storytelling não é sobre ter uma vida interessante, é sobre enxergar o que já está na sua vida. E é exatamente isso que eu faço aqui, post após post.
Cada texto deste blog nasce de uma das narrativas que eu uso para organizar meu pensamento e que você pode copiar para o seu conteúdo. Eu aprofundei isso em [como usar narrativas no conteúdo digital], e também em [como criar conexão com o público] e [como criar identificação com o público], se quiser continuar por aqui.
Existe um sistema por trás disso tudo um jeito que eu uso para organizar esses pensamentos antes de virar história. E tem uma parte disso que eu não trago pra cá. Se você quiser conhecer esse espaço mais íntimo, é só acompanhar a newsletter.
Mas antes de ir, me conta uma coisa: qual foi a última cena da sua vida que você percebeu que poderia virar uma história? Eu quero muito saber.

